Dado de saúde é dado sensível e vazamento dele não se desfaz

Pentest de prontuário eletrônico, telemedicina e portais de paciente. Dado de saúde é dado sensível na LGPD e exige mais proteção.

Senha de cartão se troca. Diagnóstico, exame e histórico de tratamento vazados não. É por isso que a LGPD trata dado de saúde como sensível, e é por isso que clínicas e hospitais estão entre os alvos preferidos de ransomware.

A LGPD classifica dado referente à saúde como dado pessoal sensível (art. 5º, II), com hipóteses de tratamento mais restritas (art. 11), e exige medidas de segurança técnicas e administrativas aptas a proteger esses dados (art. 46). Incidente com dado sensível que possa causar risco relevante precisa ser comunicado à ANPD e aos titulares, em regra em três dias úteis (Resolução CD/ANPD nº 15/2024). A lei não exige pentest com essa palavra; o pentest é a forma de demonstrar que a medida de segurança existe e funciona. Testamos o que concentra o risco no setor: prontuário, telemedicina, portal do paciente, integração com laboratório e convênio, e a rede onde equipamentos antigos convivem com o sistema administrativo.

O que você recebe

  • Pentest de prontuário eletrônico, portal do paciente e telemedicina
  • Teste de controle de acesso por perfil: recepção, médico, faturamento e paciente
  • Teste das integrações com laboratórios, convênios e sistemas de agendamento
  • Avaliação de segmentação entre rede administrativa e equipamentos
  • Relatório com o impacto de LGPD de cada achado e reteste

O que cobrimos

Prontuário e sistemas clínicos

Quem vê qual paciente, trilha de auditoria e exportação de dados.

Portal do paciente e telemedicina

Acesso a exame e laudo de outra pessoa, sessão e gravação.

Integrações

APIs de laboratório, convênio, farmácia e agendamento.

Rede e ransomware

Exposição externa, acesso remoto e movimento lateral até o servidor de backup.

Indicado para

  • Clínicas, laboratórios e hospitais com sistema próprio ou terceirizado
  • Healthtechs e empresas de telemedicina
  • Operadoras e empresas que recebem dado de saúde de parceiros
  • Instituições que já sofreram incidente e precisam validar a correção

Como conduzimos

Mapeamento do fluxo do dado do paciente

Seguimos o dado da recepção ao laudo, passando por cada sistema e integração.

Teste de aplicação e acesso

Verificamos se cada perfil vê só o que deveria ver.

Integrações

Testamos as APIs com laboratórios, convênios e parceiros.

Rede e resiliência a ransomware

Avaliamos o caminho de um invasor da internet até prontuário e backup.

Relatório e reteste

Achados com impacto de LGPD e confirmação das correções.

Perguntas Frequentes

Clínica é obrigada a fazer pentest?

Não existe norma que use essa palavra para clínicas em geral. A LGPD exige medidas de segurança adequadas para dado sensível (art. 46), e em caso de incidente a instituição precisa demonstrar o que fazia para proteger. Relatório de pentest com correção é uma das evidências mais fortes para isso.

O sistema de prontuário é de um fornecedor. O teste é com ele?

O fornecedor responde pelo produto, mas a configuração, os perfis de acesso, as integrações e a rede são da clínica. Testamos o que está sob responsabilidade da instituição e, quando o escopo envolve o sistema do fornecedor, a autorização dele é combinada antes.

Em quanto tempo preciso comunicar um vazamento?

Pela Resolução CD/ANPD nº 15/2024, incidente que possa causar risco ou dano relevante aos titulares deve ser comunicado à ANPD e aos titulares, em regra em até três dias úteis. Com dado de saúde, o risco relevante é o cenário mais comum.

O teste pode afetar o atendimento?

Não deve. Sistemas críticos são testados em janela combinada ou em ambiente de homologação equivalente, e nada que ofereça risco à operação é executado sem aprovação.