Pentest de Infraestrutura: Como Proteger Servidores e Redes Corporativas

Ataques a infraestrutura representaram 43% dos incidentes no Brasil em 2025 com impacto médio de R$4,7mi. Saiba o que é testado em um pentest de infraestrutura: Active Directory, servidores, redes e VPNs.

Pentest de Infraestrutura: Como Proteger Servidores e Redes Corporativas em 2026

Enquanto grande parte da atenção em segurança se concentra em aplicações web, a infraestrutura corporativa — servidores, redes, Active Directory, VPNs, firewalls — continua sendo um dos principais vetores de ataques devastadores. Ransomwares que criptografam toda a rede, ataques de movimentação lateral que comprometem dezenas de servidores em horas e exfiltração silenciosa de dados por meses — todos dependem de vulnerabilidades na infraestrutura.

Em 2025, ataques a infraestrutura corporativa representaram 43% de todos os incidentes reportados no Brasil, com impacto médio de R$ 4,7 milhões por evento. O pentest de infraestrutura é a ferramenta mais eficaz para identificar essas vulnerabilidades antes que atacantes as explorem.

O Que é Testado em um Pentest de Infraestrutura

Perímetro de Rede

A primeira linha de defesa. O pentester avalia: firewalls com regras permissivas, serviços expostos desnecessariamente na internet (RDP, SMB, bases de dados), VPNs com vulnerabilidades conhecidas (Fortinet, Pulse Secure e Citrix foram alvos frequentes de CVEs críticos), e dispositivos de borda desatualizados.

Active Directory (O Coração da Rede Windows)

O Active Directory (AD) é o alvo primário na maioria dos ataques a redes corporativas Windows. Vulnerabilidades comuns que o pentest de infraestrutura identifica:

  • Kerberoasting: Extração e cracking offline de tickets Kerberos de service accounts com senhas fracas
  • AS-REP Roasting: Obtenção de hashes de contas sem pré-autenticação Kerberos habilitada
  • Pass-the-Hash / Pass-the-Ticket: Reutilização de hashes NTLM para autenticação lateral sem precisar da senha em texto
  • BloodHound paths: Caminhos de escalada de privilégios via delegações, ACLs excessivas e memberships de grupos
  • LLMNR/NBT-NS Poisoning: Captura de credenciais via spoofing de resolução de nomes
  • DCSync: Extração de todos os hashes do domínio se um usuário tiver os privilégios corretos

Servidores e Sistemas

  • Sistemas operacionais desatualizados com CVEs críticos (EternalBlue/MS17-010 ainda é encontrado em produção)
  • Serviços com versões vulneráveis: Apache, Nginx, IIS, OpenSSH, bases de dados
  • Credenciais padrão não alteradas em sistemas e dispositivos
  • Configurações de segurança inadequadas: SMBv1 habilitado, NTLMv1 aceito, LDAP signing desabilitado
  • Patches de segurança com semanas ou meses de atraso

Segmentação de Rede

Muitas empresas têm o firewall de perímetro configurado, mas dentro da rede interna tudo pode se comunicar com tudo. Essa ausência de segmentação permite que um atacante que comprometeu um computador da recepção alcance servidores financeiros e de backup sem obstáculos.

VPN e Acesso Remoto

Com o trabalho remoto consolidado, o acesso VPN tornou-se crítico. O pentest avalia: implementações desatualizadas, autenticação sem MFA, split tunneling inseguro, e políticas de acesso excessivamente permissivas que concedem acesso à rede inteira em vez de apenas ao necessário.

Metodologia de Pentest de Infraestrutura

Um pentest de infraestrutura bem estruturado segue as fases:

  1. Reconhecimento: Mapeamento de IPs, portas, serviços, versões via Nmap, Masscan, Shodan
  2. Enumeração: Descoberta de usuários, shares, serviços, versões específicas, configurações
  3. Identificação de vulnerabilidades: Scanners (Nessus, OpenVAS) + análise manual
  4. Exploração: Tentativas reais de comprometimento usando vulnerabilidades identificadas
  5. Pós-exploração: Movimentação lateral, escalada de privilégios, pivoting, persistência
  6. Relatório: Documentação com evidências, impacto e remediações

Hardening de Infraestrutura: As Principais Recomendações

  • Patch management rigoroso: Patches críticos em até 72h, patches altos em até 7 dias
  • Desabilitar protocolos legados: SMBv1, NTLMv1, TLS 1.0/1.1, SSLv3
  • Segmentação de rede com VLANs: Servidores críticos, usuários, IoT, convidados em redes separadas
  • MFA para acesso remoto: VPN, RDP, SSH — sem exceções
  • Principle of Least Privilege no AD: Revisar memberships de grupos privilegiados, reduzir Domain Admins
  • Monitoramento de AD: Defender for Identity, Semperis ou soluções open-source para detectar ataques ao AD em tempo real
  • Backup 3-2-1: 3 cópias, 2 mídias diferentes, 1 offsite/offline — proteção essencial contra ransomware

LDL Security: Pentest de Infraestrutura para Redes Corporativas

A LDL Security realiza pentests de infraestrutura cobrindo Active Directory, perímetro de rede, servidores e sistemas de acesso remoto. Identificamos caminhos reais de comprometimento que um atacante usaria para tomar controle da sua rede — antes que ele o faça. Relatórios com evidências técnicas e roadmap de remediação priorizado. Entre em contato.

Perguntas Frequentes

Com que frequência devo realizar este tipo de avaliação de segurança?

A recomendação geral do mercado é ao menos uma vez por ano para organizações sem um programa de segurança maduro, e a cada 6 meses para ambientes que processam dados sensíveis como informações financeiras, de saúde ou dados pessoais de clientes. Além do ciclo anual, avaliações adicionais são recomendadas após mudanças significativas no ambiente — como lançamento de novos sistemas, fusões e aquisições, migração para cloud, ou após um incidente de segurança. Empresas sujeitas a compliance como PCI-DSS, ISO 27001 e SOC 2 frequentemente têm requisitos específicos de frequência que devem ser seguidos.

Qual é o impacto nos sistemas durante uma avaliação de segurança?

Pentests profissionais são conduzidos de forma controlada para minimizar impactos operacionais. Em ambientes de produção, é comum realizar os testes mais agressivos fora do horário de pico ou em janelas de manutenção pré-acordadas. Para aplicações críticas, recomendamos trabalhar em ambiente de staging que espelhe a produção. O pentester e a equipe de TI da empresa devem manter comunicação constante durante o teste, com um ponto de contato disponível para interromper imediatamente qualquer atividade que cause impacto não esperado.

O que fazer após receber o relatório de pentest?

O relatório deve ser tratado como um plano de ação, não como um documento de arquivo. Após a apresentação dos resultados, priorize as vulnerabilidades críticas e altas para remediação imediata — idealmente em até 72 horas para críticas e 7 dias para altas. Vulnerabilidades médias devem ser corrigidas no próximo ciclo de sprint (2 semanas), e baixas podem ser endereçadas conforme o backlog permite. Após a remediação, é fundamental realizar um re-teste para confirmar que as correções foram efetivas e não introduziram novas vulnerabilidades. Documente todo o processo de remediação para evidências de due diligence em caso de auditoria ou incidente futuro.

O Cenário de Ameaças no Brasil em 2026

O Brasil enfrenta um cenário de ameaças particularmente desafiador. Ocupamos consistentemente posições de destaque nos rankings globais de ataques cibernéticos: somos o país mais atacado da América Latina e um dos 5 mais atacados no mundo em diversas categorias. Isso não é coincidência — reflete a combinação de uma das maiores populações de internet do mundo, alto volume de transações financeiras digitais, adoção acelerada de tecnologia sem crescimento equivalente em maturidade de segurança, e déficit crítico de profissionais especializados em cibersegurança.

Em 2025, grupos especializados em ransomware como Medusa, LockBit 3.0, BlackCat/ALPHV e grupos menores focaram especificamente em empresas brasileiras de médio e grande porte. O pagamento de resgates por empresas brasileiras no mercado negro chegou a cifras recordes — estimativas não oficiais indicam que mais de R$ 800 milhões foram pagos em resgates por empresas brasileiras em 2025, criando um mercado que atrai cada vez mais grupos criminosos para o país.

Além dos grupos de ransomware, o Brasil enfrenta ameaça crescente de grupos de fraude financeira sofisticados que combinam técnicas de engenharia social, malware bancário (como os trojans Grandoreiro e Casbaneiro, de origem brasileira) e comprometimento de sistemas de pagamento. Esses grupos têm operações profissionais, com divisão de tarefas, hierarquia definida e até programas de afiliados — funcionando como empresas do crime.

Construindo uma Cultura de Segurança

Tecnologia e processos são necessários mas insuficientes sem o elemento humano. A segurança cibernética eficaz requer uma cultura organizacional onde todos os colaboradores — do estagiário ao CEO — entendem seu papel na proteção dos ativos da empresa. Isso não significa tornar todos especialistas em segurança, mas garantir que todos saibam reconhecer situações suspeitas, saibam como reportá-las, e entendam as consequências reais de incidentes de segurança.

Empresas com cultura de segurança forte têm colaboradores que reportam e-mails suspeitos em vez de ignorá-los, que questionam solicitações incomuns mesmo de aparentes superiores, e que tratam senhas e credenciais com o cuidado que merecem. Essa cultura não se constrói com um treinamento anual obrigatório — ela se constrói com comunicação consistente, simulações práticas, exemplos reais do setor, e liderança que demonstra comprometimento com segurança através de suas próprias ações.

Próximos Passos: Como Começar a Proteger Sua Empresa Hoje

A segurança cibernética eficaz não precisa ser implementada de uma só vez. O segredo está em começar com ações de alto impacto e baixo custo, construindo gradualmente um programa de segurança maduro. Independentemente do tamanho da sua empresa, três ações têm retorno imediato e comprovado.

Primeiro, implemente autenticação multifator (MFA) em todos os sistemas críticos — e-mail corporativo, VPN, sistemas financeiros e ERP. O MFA bloqueia mais de 99% dos ataques baseados em credenciais comprometidas, segundo dados da Microsoft, e a maioria das soluções tem custo zero ou mínimo para implementar. Segundo, mantenha um processo rigoroso de gestão de patches: vulnerabilidades críticas devem ser corrigidas em no máximo 72 horas após a publicação. A maioria dos ataques bem-sucedidos explora vulnerabilidades com patches disponíveis há semanas ou meses. Terceiro, realize um pentest profissional para entender sua superfície de ataque real — não o que você acredita ser verdade, mas o que um atacante real conseguiria explorar.

Essas três ações, executadas corretamente, eliminam a maioria dos vetores de ataque mais comuns e colocam sua empresa muito à frente da média do mercado brasileiro em termos de postura de segurança. A partir dessa base sólida, você pode construir capacidades mais avançadas como monitoramento contínuo, threat intelligence e programas de conscientização estruturados.

A LDL Security está pronta para apoiar sua empresa em cada etapa dessa jornada. Entre em contato através do nosso site ou pelo e-mail contato@ldlsecurity.com.br para uma avaliação inicial gratuita.